Acelere com Ingo Hoffmann

PROMOÇÃO = 2 CORRIDAS EM 1 RELATO / Junho de 2007

Olá amigos,

Vou nesta coluna relatar as duas últimas provas do Campeonato, que aconteceram em Campo Grande e em São Paulo respectivamente.

Como todos já devem ter percebido, pelas minhas declarações e pelas provas que tenho feito, o objetivo nesta fase do Campeonato é claramente tentar garantir minha inclusão no “play-off”.

Em Campo Grande, voltamos a ter enormes problemas com os pneus, pois constatamos que os pneus velhos de Curitiba, eram mais rápidos e constantes que os dois jogos novos, entregue para as equipes para a prova de lá. Optamos, portanto, em classificar e correr com pneus usados da prova de Curitiba.

Larguei na 9ª colocação, e logo na primeira volta ganhei duas posições, uma na largada, e outra quando passei o Hover Orsi que tinha levado um “totó” e tive que tirar o pé.

Como meu carro no começo da prova estava muito rápido, nas primeiras voltas consegui passar o Felipe Maluhy e o Ricardo Mauricio, alcançando a 5ª colocação. Em seguida comecei a me aproximar do pelotão que estava na minha frente e estava todo animado, pois achava que iria conquistar mais algumas posições, mas aí, os pneus começaram a sentir o elevado desgaste, e daí para a frente foi somente uma questão de “levar” o carro até o final da prova, e garantir mais alguns importantes pontos para o “play-off”.

Para a prova de São Paulo, a Pirelli, forneceu para todas as equipes pneus novos, segundo eles, de uma “fornada” nova, e felizmente os mesmos tiveram uma performance melhor e muito constante.

Nos treinos classificatórios, acabei ficando com o melhor tempo, mas para tanto tive que usar os dois jogos de pneus, e fiquei sem pneus novos para a “super-pole”, o que fez que eu conseguisse somente o 6º tempo que, diga-se de passagem, estava muito bom.

Em função de um erro de comunicação na largada entre a equipe e eu, acabei perdendo três posições. Explico: Como tenho o costume de ficar com os olhos muito focados no que está acontecendo no pelotão onde me encontro, sempre peço para o Mauricio, o meu chefe de equipe, me avisar pelo rádio se a largada foi válida ou não, pois dependendo de onde se está largando fica difícil de se ver as luzes se apagarem, e mesmo o dispositivo que temos dentro do carro que indica se as luzes vermelhas apagaram ou não, muitas vezes meu foco não esta neles, pois como disse, estou olhando “meus arredores”.

Em São Paulo eu tinha feito uma largada muito boa, quando o Mauricio me disse que ela não tinha sido válida, eu acabei tirando o pé do acelerador, inclusive liguei o pisca alerta, e fui ultrapassado por 3 carros, quando percebi que a corrida estava valendo. Com isto perdi algumas posições, e tive que “ir à luta”.

Como mais uma vez meu carro estava muito rápido no início da prova, pude passar o Tarso Marques e na seqüência o Daniel Serra. Fui gradativamente chegando no Thiago Camillo. Quando me aproximei, eu sabia que iria ultrapassá-lo, mas ele mostrou um amadurecimento incrível, e me facilitou a ultrapassagem, e na seqüência “engatou” em mim, e conseqüentemente os tempos dele baixaram uma média 0,5 segundos.

Ao final da prova, ao falar com ele, o cumprimentei pela atitude, e ele me explicou que tinha feito aquilo, pois tinha visto que atrás de mim vinha o Ricardo Mauricio (vice líder do Campeonato) e sabia que se ficasse brigando comigo, a chance do Ricardinho se aproximar seria maior, e o interesse dele era tentar chegar na frente do Ricardinho.

Acabei chegando na 4ª colocação, o que deixou todos da equipe muito contentes, e conseqüentemente estamos na 4ª colocação do Campeonato também.

Abraço a todos,
INGO HOFFMANN